terça-feira, 26 de maio de 2015

Especialidades médicas


Quase que diariamente alguém me pergunta sobre algumas "novas" especialidades médicas, tais como antiating, age management, modulador hormonal, pro-aging, medicina antienvelhecimento, medicina funcional, medicina integrativa, medicina ortomolecular. A resposta é sempre a mesma: Isso não é especialidade médica, muito menos área de atuação. 


O Conselho Federal de Medicina não reconhece nada disso como especialidade médica e inclusive a divulgação disso como especialidade médica consiste em infração ética, podendo o médico ser punido por isso.
Conforme a Resolução do CFM Nº 1.974/2011: Art. 3º É vedado ao médico:


a)  Anunciar, quando não especialista, que trata de sistemas orgânicos, órgãos ou doenças específicas, por induzir a confusão com divulgação de especialidade;
l) Fica expressamente vetado o anúncio de pós-graduação realizada para a capacitação pedagógica em especialidades médicas e suas áreas de atuação, mesmo que em instituições oficiais ou por estas credenciadas, exceto quando estiver relacionado à especialidade e área de atuação registrada no Conselho de Medicina.

Para saber se o médico é ou não especialista numa área basta entrar no seguinte link e digitar o nome do médico:
Se ele não possui possui registro no conselho federal de medicina, ele NÃO é especialista. Pode ter feito mil pós-graduações mas ele NÃO é especialista.

Leite, faz bem ou faz mal? Por Dr. Frederico Lobo e Dr. Ricardo Martins Borges


O leite de vaca é um dos alimentos mais completos que existe. Tem uma grande variedade de nutrientes essenciais ao crescimento, desenvolvimento e manutenção de uma vida equilibrada e saudável. 

Sua composição é variada, devido à variação de cada animal e e também da maneira de criação (pastagem, tempo entra ordenhas, etc).

O leite de vaca contém em média 35g de proteínas por litro, divididas basicamente em lactoalbumina, lactoglobulina e caseína. É um alimento com proteínas de alto valor biologic por conter todos os aminoácidos essencias (valina, lisina, treonina, leucina, isoleucina, triptofano, fenilalanina e metionina). Quando analisado pela metodologia PDCAAS (Protein Digestibility Corrected Amino Acid Score) estabelecida pela OMS, o leite tem um “score”de 1,0 (segundo a PDCAAS, as proteínas que possuem score acima de 0,8 são consideradas de alto valor biológico).
Os carboidratos correspondem por 4,7% da composição do leite 4,70% do leite, sendo a lactose o principal. Ela ajuda a fornecer energia, promover a absorção do cálcio e desenvolver a flora microbiana intestinal adequada.

Os lipídios respondem por cerca de 3,0% a 6,0% do leite integral. Tanto no leite humano como no bovino a parte principal do conteúdo dos lipídios é formada por triacilgliceróis. A parte restante contém fosfolipídios (lecitina), esteróides, carotenóides, vitaminas lipossolúveis E , K e alguns ácidos graxos livres. O leite integral tem um teor elevado de gorduras o que aumenta seu valor caloric, já os semi-desnatados e desnatados corrigem isso.

Tanto o leite de vaca como o leite materno são pobres em ferro mas o ferro do leite materno está ligado à lactoferrina e apresente maior biodisponibilidade. O leite de vaca também apresenta baixo conteúdo de vitamina C, considerado um fator estimulador da absorção de ferro, e alto teor de cálcio e fósforo, fatores inibidores da absorção de ferro.

Os diferentes tipos de leite existentes no mercado são produtos à base de leite de vaca in natura, podendo ter sua composição modificada por meio de fortificação ou redução de nutrientes (ex.: isento de lactose; quanto ao teor de gorduras: integral, desnatado, semidesnatado, isento de colesterol; enriquecidos ou fortificados: cálcio, ferro, vitaminas A, D, E, B6, ômega-3, ômega-6).


Ou seja: leite faz bem a saúde? Leite faz mal a saúde???? Raios, e agora??????? Como tudo, o que faz bem ou mal a saúde é uma alimentação equilibrada, não um alimento em especial. O leite pode sim ser inserido em uma alimentação saudável e equilibrada! Ele não é um veneno nem uma poção milagrosa!

Autores:

Dr. Ricardo Martins Borges - Nutrólogo (residência pela FMUSPRP) e especialista em clínica médica (residência pela FMUSPRP) - Tem mestrado em Nutrologia.
Dr. Frederico Lobo - Médico, clínico geral, ambientalista.

É preciso retirar todos os lácteos ?


Muita gente gastando rios de dinheiro com produtos sem lactose, sendo que na maioria das vezes isso é desnecessário.

Razão? Lácteos com baixo teor de lactose para a maioria das pessoas não causam sintomas gastrintestinais. 

Como proceder? Consultar com um médico (nutrólogo, gastro, pediatra) para estratificação do grau de intolerância à lactose. Há 2 exames que podem ser solicitados: O teste de Hidrogênio expirado (mais confiável) e o teste de Tolerância à lactose (menos confiável mas que 100% dos planos de saúde cobrem).

Uma vez que o médico estratificou o grau, você deverá ir fazendo testes com os lácteos de acordo com o teor de lactose e verificar ao longo das 24 horas se apresenta sintomas (gases, diarréia, dor abdominal) ou não.

A maioria das pessoas só apresentam sintomas ao consumir lácteos com alto teor de lactose. 
Fontes: 
  1. NDC - National Dairy Council (Concelho Nacional de Lacticínios - EUA)
  2. www.nationaldairycouncil.org
  3. Mattar R, Mazo DFC. Intolerância à lactose: mudança de paradigmas com a biologia molecular. Rer. Assoc. Med. Bras. 2010; 56(2): 230-6.
  4. Gasparin FSR, Teles JM, Araújo SC. Alergia à proteína do leite de vaca versus intolerância à lactose: as diferenças e semelhanças. Rev. Saúde e Pesquisa. 2010; 3(1): 107-14.

Minha visão sobre o hCG

Semanalmente recebo do consultório pacientes que fizeram a tal Dieta HCG, tão na moda e tão sem evidências científicas.


Afinal, o que é o HCG?
HCG (gonadotrofina coriônica humana = human chorionic gonadotropin) é um hormônio (glicoproteína)  produzida pelas células trofoblásticas sinciciais (placenta).  É o único hormônio exclusivo da gravidez, fazendo com que o teste de gravidez pela análise de HCG tenha acerto de quase 100%. É o único exame que comprova exatamente a gravidez.


O que ele faz no corpo da mulher?
A função da HCG é manter o corpo lúteo no ovário durante o primeiro trimestre da gestação. Garante a manutenção da gestação, inibindo a menstruação, e a ausência de uma nova ovulação. Alguns tipos de câncer, como coriocarcinoma, produzem HCG. No homem, altos níveis de HCG podem indicar câncer de testículo. Já no cérebro, o HCG sinaliza ao hipotálamo para mobilizar reservas de gordura, alterando a homeostase energética (portanto altera o metabolismo)


No que consiste a dieta?
A dieta do HCG combina injeções diárias do hormônio com uma dieta de 500Kcal. Os defensores alegam que a perda de "gordura" é de 450gramas a 1,3kg  por dia. Normalmente, a dieta de HCG dura 3 semanas. Nos 2 primeiros dias da injeção você pode comer excessivamente. Após a 3ª injeção, você deve aderir à dieta de 600Kcal por até 72 h após a última injeção. Açúcares, frutas com alto índice glicêmico, alimentos processados e amidos não são permitidos.


A evidência científica: Não há evidências científicas que sustentem as injeções de HCG como estratégia de emagrecimento. Além disso, estas injeções não são aprovadas pela FDA para o uso na perda de peso. Desde 1975, a FDA exigiu que todo o marketing e publicidade de HCG declarem o seguinte: “HCG não demonstrou ser uma terapia coadjuvante eficaz no tratamento da obesidade”. (ANVISA) Então, antes de aderir, verifique se os riscos dessa moda de "nutrolomagia", valem a pena!


Abaixo, algumas palavras de um tio e amigo sobre o tratamento com gonadotrofina coriônica (HCG) para emagrecimento. O mesmo chama-se Flávio Moutinho, é médico, endocrinologista, endocrinopediatra, professor de endocrinologia, endocrinopediatria e fisiologia endócrina na UERJ. A visão dele é semelhante a minha.

Frequentemente recebo pacientes querendo que eu prescreva a tal dieta do HCG, porque a amiga perdeu tanto kilos... Felizmente nego e explico: a pessoa pode até perder X kilos, mas qual a repercussão no futuro do uso desse hormônio? Isso no caso de mulheres.


E em homens, qual a repercussão futura ao se dar um hormônio que somente em situações patológicas se eleva? Sim, porque nós homens possuímos HCG em níveis fisiológicos. Se daqui 5 anos esses mesmos pacientes chegarem com boas notícias, afirmando categoricamente que "fulano" não teve repercussões negativas ou ganhou peso, quem sabe posso até pensar em estudar um pouco mais sobre o HCG para fins de emagrecimento.

Alguns pacientes apresentam emagrecimento mas é puramente devido a dieta de 600Kcal. Além disso a terapia não é inócua, além do risco nutricional pela dieta hipocalórica, há o risco de trombose em pacientes que fazem uso do HCG.


Emagrecimento é um processo complexo e que envolve muita vezes 2 ou mais profissionais da saúde. Obesidade é uma doença multifatorial e portanto o tratamento muitas vezes não se resume apenas em "fechar a boca" como alguns dizem. Consulte um nutrólogo.


A tal dieta do HCG surgiu por volta da década de 50 quando um endocrinologista britânico, Dr. Simeon percebeu que ao injetar o hormônio em pacientes que seguiam uma dieta hipocalórica, a perda de peso era acelerada. Mas, com a falta de estudos científicos que comprovassem a relação do HCG com a perda de peso, o método caiu em desuso.  Nesse meio tempo (5 décadas) a maioria dos estudos feitos para provar sua eficácia falharam. Acredita-se que a perda de peso seja principalmente à dieta altamente restritiva.


Em 1983, Birmingham & Smith publicaram uma revisão entitulada "HCG não tem nenhum valor no controle da obesidade", cujo último parágrafo diz: "Como a 'terapia' com HCG para tratamento da obesidade tem sido extensivamente desacreditada e consequentemente rejeitada pela vasta maioria da comunidade médica, qualquer profissional cujos pacientes experimentem efeitos colaterais indesejados como consequência dessa terapia deve ser responsabilizado civil e até mesmo criminalmente".


Já na década de 90 um grupo de cientistas holandeses fizeram uma metanálise (uma metanálise é o método estatístico aplicado à revisão sistemática que integra os resultados de dois ou mais estudos primários)  que concluíram que o uso do HCG é uma "terapia inapropriada para perda de peso"

Em 2007, com o lançamento do livro HCG weight loss cure guide — a supplemental guide to Dr. Simeon’s HCG protocol, o assunto voltou à tona. E nos últimos 3 anos viu-se o método virar mania no consultório dos denominados "moduladores hormonais".


Ano passado (2013) Goodbar et al. fizeram um relato de caso sobre uma paciente que iniciou a dieta HCG e duas semanas após apresentou um quadro de trombose venosa profunda com posterior tromboembolismo pulmonar. No artigo alertam que "como a popularidade da dieta HCG continua a aumentar, também aumentam os eventos adversos potenciais associados com a indução da perda de peso por meio de uma estratégia sem comprovações"


Resumindo, com base em evidências científicas nos últimos 50 anos a Dieta HCG é considerada fraudulenta e ilegal em diversos países. No Brasil existe até resolução do Conselho Federal de Medicina vetando o uso de HCG com finalidade de emagrecimento.





Autor: Dr. Frederico Lobo  - CRM-GO 13192

Análise de composição corporal por Bioimpedância em Uberlândia

A Bioimpedância ou Impedância Bioelétrica (BIA) é um método de análise da Composição Corporal (CC).

Apesar de não ser considerado padrão-ouro para análise da CC foi considerado pelo Consenso Latino Americano de Obesidade como um método apurado para avaliação da CC. Com os dados dessa avaliação, é possível fazer o correto diagnóstico de peso corporal, avaliando se a pessoa está inchada (edemaciada ou retendo líquido) ou se é excesso de peso realmente.


Com base nesse exame, o cardápio é melhor elaborado e as metas são melhores atingidas.

Além disso o acompanhamento fica mais completo, já que o médico consegue acompanhar se a massa magra ou massa gorda aumentou/diminuiu.


Entretanto para que a análise seja feita correta, faz-se necessário seguir alguns protocolos.


Quais as vantagens da BIA ?

A BIA é um método não invasivo, rápido, com boa sensibilidade, indolor, usado para avaliar a CC, baseado na passagem de uma corrente elétrica (totalmente indolor) de baixa amplitude (500 a 800 mA) e de alta freqüência (50 kHz), e que permite mensurar os componentes resistência (R), reatância (Xc), impedância (Z) e ângulo de fase. Termos difíceis para um leigo, mas resumindo, de posse destes parâmetros o aparelho consegue calcular:

  1. A Real % Gordura Corporal e  o Peso Gordura
  2. A % de massa magra e Peso da massa magra corporal
  3. O peso total
  4. A % Água Corporal
  5. Taxa Metabólica Basal (TMB) – quanto você gasta em calorias por dia para manter-se vivo e em repouso.
  6. O Índice de Massa Corporal (IMC)

Como se faz a BIA ?
Existe um protocolo sugerido por pesquisadores o qual a marca InBody preconiza como fundamental para uma análise correta da CC.

  1. Suspender o uso de medicamentos diuréticos de 24 horas a 7 dias antes do teste
  2. Estar em jejum de pelo menos 4 horas
  3. Estar em abstinência alcoólica por 48 horas
  4. Evitar o consumo de cafeína ou qualquer termogênico (chá-verde, chá-mate, coca-cola, guaraná em pó, chocolate) 24 horas antes do teste
  5. Estar fora do período pré menstrual e menstrual
  6. Não ter praticado atividade física nas últimas 24 horas
  7. Ter bebido pelo menos 2 litros de água nas últimas 24 horas
  8. Urinar pelo menos 30 minutos antes da medida
  9. Permanecer pelo menos 5 -10 minutos de repouso absoluto em posição de decúbito dorsal antes de efetuar a medida
Durante o exame, como já dito acima, uma corrente elétrica passa pelo corpo através de dois pares de eletrodos (adesivos) colocados na mão e no pé direito. O exame é totalmente indolor. Quanto maior é o percentual de gordura, maior é a dificuldade para a corrente elétrica atravessar o corpo.


Existe alguma contra-indicação para realizar a BIA ?
Contra-Indicação absoluta para a realização do teste: portadores de marcapasso e gestantes.


Por que utilizar a BIA no emagrecimento ou quando se quer ganhar massa magra ?
A grande vantagem da BIA é nos processos de emagrecimento. Hoje ja se sabe que perda de peso não é sinônimo de emagrecimento, muitas vezes o paciente perde massa gorda (gordura), ganha massa magra e o peso não altera na balança (as vezes até aumenta). Com a análise pela BIA as chances de uma interpretação errônea é menor. Um outro exemplo é quando o paciente apresenta alto IMC, não se acha tão gordo e aí a BIA evidencia que há uma grande % de massa magra, sendo assim a quantidade de gordura a ser perdida não é a que era estimada de acordo com o IMC.


Considerações importantes sobre a BIA
Além de seguir o correto protocolo, faz-se necessário que o aparelho seja de boa qualidade e esteja calibrado. No Brasil a Ottoboni é representante da maior marca de BIA do mundo, a InBody. Portanto os aparelhos InBody possuem validação científica, sendo chancelados pelas maiores Instituições do Brasil, como a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e GANEP.


Qualquer aparelho de BIA é fidedigno para análise da CC ?
Não. Quanto maior a tecnologia (número de polos, segmentos e frequências) melhor a acurácia do teste. Nosso aparelho é da marca InBody, tetrapolar, multisegmentar, multifrequencial. O exame dura cerca de 10 minutos e o resultado é impresso na hora.






Quem realiza o exame?
Diferente da maioria das clínicas, o nosso exame é feito pela Dra. Daniella Costa - Médica nutróloga, habilitada para solicitar e interpretar a Bioimpedância.

Dieta sem glúten emagrece? por Dra. Rita de Cássia Borges Castro

Restringir o glúten da dieta favorece o emagrecimento?

Até o momento não existe nenhuma evidência científica que justifique a restrição total do glúten na dieta para promover a perda de peso de pacientes com sobrepeso ou obesidade, que não tenham doença celíaca ou sensibilidade ao glúten. De maneira geral, a adesão ao padrão alimentar sem glúten pode resultar em baixa ingestão de alimentos ricos em carboidratos que, de forma indireta, pode favorecer a perda de peso.

Poucas pesquisas têm sido realizadas com o objetivo de investigar o papel da restrição ao glúten no emagrecimento. Recentemente, Soares e colaboradores, em 2013, realizaram um estudo em ratos com o objetivo de avaliar o efeito de uma dieta isenta de glúten sob o peso corporal, adiposidade, perfil inflamatório do tecido adiposo e homeostase da glicose. Os pesquisadores observaram efeitos benéficos de dietas sem glúten em reduzir o ganho de adiposidade, inflamação e resistência à insulina. Entretanto, os dados ainda são preliminares para justificar uma recomendação de restrição ao glúten entre os pacientes com excesso de peso.

De acordo com o parecer do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (CRN-3), publicado em dezembro de 2011, “a recomendação de restrição de consumo de glúten deve ser destinada aos pacientes com diagnóstico clínico confirmado de doença celíaca, de dermatite herpetiforme, de alergia ao glúten, ou quando, eliminada a hipótese de doença celíaca, haja diagnóstico clínico confirmado de sensibilidade ao glúten (também denominada como intolerância ao glúten–não celíaca). Deve-se salientar que o diagnóstico clínico é de competência exclusiva do médico”. O documento ainda reforça que “o descumprimento dessa diretriz oferece indícios de infringência ao código de ética do nutricionista por desrespeito ao princípio fundamental explicitado no seu artigo 1º e pelo descumprimento do artigo 6º, inciso VI, sujeitando os infratores a processo disciplinar e às penalidades previstas na legislação”.

Bibliografia (s)

  1. Marcason W. Is there evidence to support the claim that a gluten-free diet should be used for weight loss? J Am Diet Assoc. 2011 Nov;111(11):1786.
  2. Diamanti A, Capriati T, Basso MS, Panetta F, Di Ciommo Laurora VM, Bellucci F, Cristofori F, Francavilla R. Celiac disease and overweight in children: an update. Nutrients. 2014 Jan 2;6(1):207-20.
  3. Soares FL, de Oliveira Matoso R, Teixeira LG, Menezes Z, Pereira SS, Alves AC, et al. Gluten-free diet reduces adiposity, inflammation and insulin resistance associated with the induction of PPAR-alpha and PPAR-gamma expression. J Nutr Biochem. 2013 Jun;24(6):1105-11.
  4. Kabbani TA, Goldberg A, Kelly CP, Pallav K, Tariq S, Peer A, Hansen J, Dennis M, Leffler DA. Body mass index and the risk of obesity in coeliac disease treated with the gluten-free diet. Aliment Pharmacol Ther. 2012 Mar;35(6):723-9.
  5. Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região. RESTRIÇÃO AO CONSUMO DE GLÚTEN. Colegiado do CRN 3ª Região 2011-2014.


Fonte: http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&id=781&categoria=11

10 coisas que você precisa saber sobre Anabolizantes e hormônios erroneamente denominados de Bioidênticos


O uso de anabolizantes vem se tornando, a cada dia, um hábito comum, principalmente pelas pessoas que praticam esportes, para aumentar a competitividade, ajudar na cura de lesões ou simplesmente por questões estéticas. Obviamente as pessoas sabem que o uso sem indicação médica é arriscado e pode gerar danos irreparáveis. 10 coisas que você deve saber sobre os anabolizantes.

1- Os esteróides androgênicos anabólicos, mas conhecidos como anabolizantes, é um produto derivado principalmente da testosterona, hormônio responsável por muitas características que diferem homem e mulher. Eles atuam no crescimento celular e em tecidos do corpo, como o ósseo e o muscular.

2- O uso de anabolizantes gera efeitos colaterais, tanto em homens e mulheres, como: aumento de acnes, queda do cabelo, distúrbios da função do fígado, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranóia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial.

3- No caso das mulheres, o uso de anabolizantes pode gerar características masculinas no corpo, como engrossamento da voz e surgimento de pêlos além do normal. Além disso, aumento do tamanho do clitóris, irregularidade ou interrupção das menstruações, diminuição dos seios e aumento de apetite.

4- Nos homens, o excesso de anabolizantes pode causar aparecimento de mamas, redução dos testículos, diminuição da contagem dos espermatozóides e calvície.

5- Em adolescentes, as consequências podem ser piores, como comprometimento do crescimento, maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce, hipervirilização, aumentos dos pelos púbicos e do corpo.

6- Esses hormônios podem ser usados clinicamente e, ocasionalmente, serem prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente em alguns homens. Nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem apenas doses mínimas para apenas regularizar sua disfunção.

7- O uso das injeções de anabolizantes esteróides pode levar ao risco de infecção pelo HIV e vírus da hepatite, se as agulhas forem compartilhadas. Esteróides Anabólicos obtidos sem uma prescrição não são confiáveis, pois podem conter outras substâncias, os frascos podem não ser estéreis e, além disso, é possível que nem esteróides contenham.

8- Usar anabolizantes, sem orientação médica, é proibido, além de ser de grande risco para a saúde. Entretanto, por aumentarem a massa muscular, estas drogas têm sido cada vez mais procuradas e utilizadas por alguns atletas para melhorar a performance física e por outras pessoas para obter uma melhor aparência muscular.

9- Tem um estudo de 2007 que traçou o perfil do usuário de anabolizantes no mundo. De acordo com os dados, o usuário típico não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta. Foram pesquisados 2.663 homens e mulheres de 81 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura.

10- Muitos atletas consomem anabolizantes a fim de conseguirem uma melhora na performance dentro do esporte. Os anabolizantes, quando entram em contato com as células do tecido muscular, aumentam o tamanho dos músculos do corpo humano. Porém, isso é caracterizado Doping, e o esportista pode ser punido por isso, como já ocorreu em inúmeros casos. Dependendo da situação, o atleta pode ser banido do esporte.


Doutor, quero usar testosterona para ganhar massa magra, o que você acha?
Essa pergunta ocorre praticamente quase todos os dias no nosso consultório, assim como no de vários amigos nutrólogos, endocrinologistas e até nutricionistas.
Nossa resposta é: - Depende !
Você vai se perguntar, depende de que ? - Depende claro de você, se você tem ou não deficiência !
Quem merece receber terapia com testosterona é:
1.      Quem apresenta SINTOMAS DE DÉFICIT DE TESTOSTERONA
2.      EXAME LABORATORIAL COMPROVANDO a deficiência
Qualquer coisa fora disso, aumenta os riscos de desfechos arriscados e nada agradáveis (efeitos adversos, principalmente quando utilizada por quem não tem deficiência). Os efeitos adversos da terapia com testosterona é o que mais temos visto no consultório, fruto de iatrogenia de diversos médicos.
Indivíduos portadores de doenças que cursam com BAIXOS níveis de testosterona, talvez necessitem da terapia de reposição de testosterona (TRT). Muitos deles possuem falha na produção da testosterona, podendo essa falha ser primária, secundária a outras causas ou mista.
FALHA GONADAL PRIMÁRIA:
  • Mais comuns: Síndrome de Klinerfelter, Criptorquidia não corrigida, Varicocele.
  • Menos comuns: Radiações nos testículos, quimioterapia, Orquite, Trauma testicular, Ausência de um dos testículos, torção testicular ou medicações (cetoconazol).
  • Raras: Síndrome de Noonan’s, Distrofia miotônica, Mutações nos receptores de LH ou Síndrome Poliglandular autoimune tipo 1.
FALHA GONADAL SECUNDÁRIA:
  • Mais comuns: HIV, Doença Pulmonar obstrutiva crônica (enfisema e bronquite crônica), insuficiência renal em estágio avançado, doenças severas, hiperprolactinemia, medicações (opióides e os próprios esteróides anabolizantes), obesidade severa
  • Menos comuns: Tumores na região hipotalâmica/pituitária, abuso de drogas (alcool, maconha, cocaína), trauma craniano, doenças infiltrativas (hemocromatose, sarcoidose, histiocitose), exercício em excesso, transtornos alimentares (anorexia nervosa).
  • Raros: Hipogonadismo hipogonadotrófico, Síndrome de Kallman’s, Tuberculose, Apoplexia da Pituitária, Síndrome de Prader-Willi
Acrescento a isso: paciente com sarcopenia não responsivos ao tratamento nutrológico com proteína de alto valor biológico associado a treinamento de força bem prescrito e acompanhado.
MANEJO DA DEFICIÊNCIA
Nas causas acima, sempre que possível, deve se remover a causa base e verificar se os níveis de testosterona total elevam. Caso não ocorra a elevação dos níveis, pode-se postular a terapia de reposição hormonal com testosterona, principalmente se o paciente apresentar clínica. Ou tentar uma indução, ou seja, estimular o corpo a voltar a produzir, seja através de citrato de clomifeno ou gonadotrofina coriônica (HCG).
No nosso meio a causa mais comum de déficit de testosterona é o processo que leva ao hipogonadismo parcial no envelhecimento masculino, também conhecido como andropausa ou, mais apropriadamente, hipogonadismo masculino tardio ou DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino).
A andropausa é acompanhada de diminuição da massa e força muscular, aumento de gordura abdominal (principalmente visceral) com resistência à insulina e perfil lipídico aterogênico, diminuição da libido e dos pelos sexuais, osteopenia, diminuição da performance cognitiva, depressão, insônia, sudorese e diminuição da sensação de bem-estar geral.
Suponhamos que você é jovem, mas acha que tem deficiência de testosterona. Como saber se você apresenta sintomas de déficit de testosterona? Os sintomas são variáveis e podem incluir:
  1. Variações no humor, irritabilidade, depressão
  2. Sudorese ( principalmente à noite )
  3. Déficit de memória e diminuição da concentração
  4. Queda da libido, disfunção erétil, diminuição do volume espermático, diminuição da dos episódios de ereção matinal
  5. Queda de pêlos na genitália
  6. Diminuição do turgor e elasticidade cutânea
  7. Aumento da gordura abdominal
  8. Diminuição da massa muscular, e/ou da força muscular
  9. Redução do volume testicular
O problema é que vários dos sintomas supracitados podem ter outras causas, não ligadas somente ao déficit de testosterona. Com isso, muita gente acaba utilizando testosterona sem necessidade.
INTERFERENTES NOS NÍVEIS DE TESTOSTERONA
Algumas substâncias e hormônios podem interferir nos níveis de testosterona, portanto o endócrino muitas vezes analisará todos os interferentes antes de iniciara terapia.
Hormônios que aumentam os níveis de testosterona: Esteróides anabolizantes, Androstenodiona e DHEA
Hormônios que reduzem os níveis de testosterona livre: Estrogênios (Estradiol, Estrona), SHBG. Segundo que algumas condições favorecem o aumento da exposição masculina aos estrogênios e como isso diminuem o níveis de testosterona. São elas:
1) A Obesidade por cursar com um aumento dos níveis de insulina, diminuição dos pulso de LH, aumento do cortisol, aumento da conversão (aromatização) de testosterona em estrona no tecido gorduroso.
2) Câncer
3) Doenças crônicas
4) Insuficiência renal crônica no estágio V
5) Cirrose
6) Álcool, Tabagismo, Radiações
7) Xenoestrogênios ou disruptores endócrinos
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
O diagnostico laboratorial da deficiência de testosterona, consiste em: níveis abaixo de 300ng/ml de testosterona TOTAL.
QUAL A VISÃO DA NUTROLOGIA SOBRE ESSA REPOSIÇÃO?
Primeiro passo: uma boa anamnese
  1. Listar a ordem cronológica dos acontecimentos (surgimento dos sintomas), no qual o médico fará correlação com a provável deficiência.
  2. O seu médico sempre deverá investigar alterações no comportamento, na libido e na função erétil.Modificações na pilificação corporal
  3. Deverá rastrear doenças existentes e pregressas pois elas podem estar influenciando em uma provável deficiência.
  4. Verificar se o paciente já fez alguma cirurgia.
  5. Questionar sobre o uso de drogas (álcool, maconha, cocaína, tabaco) e medicamentos.
MEDICAÇÕES QUE PODEM ALTERAR OS NÍVEIS DE TESTOSTERONA
  • Medicações que inibem a síntese de estrógeno: espironolactona, cetoconazol, antineoplasicos, ciclofosfamida, melfalan, clorambucil e etanol (álcool).
  • Medicações que alteram a liberação de LH e FSH (hormônios essenciais para a síntese de testosterona): Bloqueadores de canais de cálcio (Nifedipino, anlodipino), reserpina, Captopril, Enalapril, Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), dopamina, neurolépticos, narcóticos, álcool, isoniazida, penicilamina, corticóides.
  • Medicações que bloqueiam a ação no receptor androgênio: Espironolactona, cimetidina e digoxina.
  • Medicações que aumentam a SHBG (globulina que carrega os hormônios sexuais no sangue) e com isso deixam menos testosterona disponível para agir no corpo: Defenilidantoína, fenobarbital e hormônios tireoideanos (levotiroxina).
  • Medicações que diminuem a SHBG: insulina.
BUSCA PELA ETIOLOGIA
Na medicina sempre é essencial buscar a causa do problema. Portanto devemos investigar as CAUSAS que levaram à diminuição da testosterona e verificar se o quadro clínico é decorrente apenas da baixa de testosterona. Para isso, alguns exames devem ser solicitados, ou seja, existe toda uma propedêutica antes de iniciar a reposição. Ela não pode ser feita as cegas como muitos estão fazendo. É importante:
  1. Dosar prolactina para afastar hiperprolactinemia.
  2. Dosar hormônio tireoidiano para afastar hipo ou hipertireoidismo.
  3. Dosar Testosterona total, livre e se possível a biodisponível.
  4. Afastar aumento de estrogênios dosando: Estradiol, Estrona.
  5. Muitas vezes pode ser necessária a solicitação de Di-hidrotestosterona, Androstenediona, S-DHEA, 
  6. Dosar LH, FSH.
  7. Antes da terapia se possível realizar um toque retal para afastar nódulos ou outras alterações na próstata. Assim como dosagem de PSA total e livre.
  8. Hemograma completo pois a reposição aumenta o hematócrito.
  9. Perfil lipídico já que a reposição diminui os níveis de HDL.
  10. Solicitar panorama hepático já que há um risco de elevação das enzima hepáticas (TGP, TGO).
  11. Realizar uma ultrassonografia de bolsa escrotal para afastar varicocele/hidrocele/hérnias ou outras alterações testiculares.
  12. Solicitar Espermograma.
  13. Coletar sêmen (no caso de homens que ainda querem ter filhos) e enviar para Banco de Sêmen, já que há um risco potencial de infertilidade. 
Abaixo um fluxograma que os endocrinologistas utilizam para investigar a deficiência de testosterona.

VARIÁVEIS LIGADAS AOS HÁBITOS DE VIDA E CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL
Com relação ao estilo de vida do paciente, inúmeras variáveis podem ser detectadas à anamnese e o nutrólogo deve corrigi-las. Verificar se:
1) O paciente pratica regularmente atividade física
2) Tem sono adequado, número de horas acima de 6, é um sono reparador? E o principal: se ronca, já que a apnéia obstrutiva do sono leva a uma diminuição dos pulsos de LH e com isso a produção de testosterona diminui. Além disso a reposição pode piorar a apneia, sendo esta uma das contra-indicações para o seu uso.
3) Melhorar qualidade da alimentação: aumentar aporte de Zinco se detectada deficiência, diminuir o consumo de gorduras saturadas em excesso, gordura trans, excesso de carboidratos.
4) Se usa álcool, tabaco e drogas como maconha, os 3 favorecem diminuição dos níveis de testosterona.
5) Reduzir cafeína (café, chá, refrigerantes) pois podem elevar os níveis de cortisol e com isso diminuir os níveis de testosterona, além de alterar uma série de reações que podem agravar o quadro, dentre eles diminuição do desdobramento de serotonina em melatonina.
6) O paciente está acima do peso: emagrecer para diminuir os níveis de estrona e deixar mais testosterona disponível.
7) Salientar que o consumo de gordura saturada nas quantidades adequadas é essencial, já que bioquimicamente todos os hormônios sexuais são derivados do colesterol.
8) Aumentar consumo de peixes ricos em ômega 3: sardinha, atum, salmão
9) Aumentar o consumo de gorduras monoinsaturadas: azeite
10) Reduzir exposição aos xenoestrogênios: Bisfenol A, Dioxina, Agrotóxicos, Ftalatos, Dietilbestrol, DDT (dicloro-difenil-tricloroetano) PCBs (bifenilas policlorinadas) Hidroxifeniltricloretano, Dieldrin: são disruptores endócrinos capazes de interagir com os receptores estrogênicos e promover desbalanço entre os níveis de estrogênio e testosterona
    A OBESIDADE E A PRODUÇÃO DE TESTOSTERONA
    É comum pacientes obesos apresentarem uma diminuição dos níveis de testosterona, sendo esta deficiência multifatorial.
    Na obesidade os pulsos de LH (hormônio que estimula o testículo a produzir testosterona) estão diminuídos, ou seja, há uma menor produção de LH e com isso uma diminuição na produção de testosterona. Associa-se a isso uma aumento da quantidade de insulina no corpo (comum em obesos, como já citado) e que leva a alterações nos níveis da SHBG (aquela globulina que carrega a testosterona). A Insulina inibe a produção da SHBG. Os estudos mostram que quando o obeso perde peso ocorre um aumento da produção de LH, aumento da SHBG, diminuição da Insulina e com isso uma elevação nos níveis de testosterona.
    Associa-se a isso uma maior prevalência de Apnéia obstrutiva do sono e é sabido que a apnéia leva a uma diminuição dos pulsos de LH, consequentemente diminuição dos níveis de testosterona. Também favorece aumento da pressão arterial, aumento da glicemia, do cortisol e dos níveis de insulina. O que fomenta um ciclo. Mais apnéia, menos testosterona.
    É importante salientar isso pois temos visto muitos médicos prescrevendo testosterona para obesos, com a finalidade de emagrecimento (sim, a testosterona favorece a perda de gordura abdominal e ganho de massa magra). O problema central nesse caso não é a falta de testosterona e sim o excesso de peso. O indicado é correção da causa base (Obesidade), já que naturalmente essa perda de peso, associada à prática de atividade física, levará a um restabelecimento dos níveis de testosterona. 
    TERAPIA DE REPOSIÇÃO PROPRIAMENTE DITA
    Uma vez certificada uma deficiência de testosterona e mesmo após a adoção de mudanças no estilo de vida ou remoção da causa base, os níveis não se elevaram, postula-se a prescrição de testosterona. Podendo esta ser:
    1.      via oral,
    2.      intramuscular,
    3.      implantes (chips),
    4.      tabletes bucais,
    5.      adesivos,
    6.      gel transdérmico (sendo este também denominada erroneamente por alguns de testosterona bioidêntica, o que é uma falácia da indústria de manipulação, já que todas são formas bioidênticas, ou seja, todas se ligam aos receptores de testosterona. Sendo que a única diferença é que algumas formas podem gerar mais efeitos adversos, principalmente a via oral).
    FORMAS FARMACÊUTICAS DE REPOSIÇÃO DA TESTOSTERONA
    1) Via Oral: As testosteronas ingeridas via oral são rapidamente metabolizadas no fígado, podendo não atingir e manter níveis séricos satisfatórios de andrógeno. As fórmulas disponíveis no mercado são altamente hepatotóxicas. Além disso, esses andrógenos alquilados podem causar aumento de LDL e diminuição de HDL, reconhecidos fatores de risco para doenças cardiovasculares. O undecanoato de testosterona não é hepatotóxico e é eficaz para manter níveis sorológicos de testosterona dentro dos limites fisiológicos. Porém, tem curta duração e pode resultar em níveis suprafisiológicos de di-hidrotestosterona e, embora de forma rara, efeitos colaterais gastrointestinais (náusea, vômito e diarréia). A metiltestosterona é uma medicação oral sintética não hepatotóxica, mas raramente usada devido à necessidade de múltiplas doses diárias, conhecimento farmacológico insuficiente e potência limitada. A administração oral de hormônios esteroidais (como a testosterona) juntamente com alimentos pode aumentar em até 500% sua absorção.
    2)  Gel Transdérmico: Alguns consideram a melhor via de administração da testosterona, alegando ser a via em que não há problemas de hepatotoxicidade, visto que não há a primeira passagem do hormônio pelo fígado. O gel reproduz as variações circadianas de testosterona observadas em homens sadios. A absorção de testosterona para a corrente sanguínea se dá em um intervalo de até 2 horas, e se aproxima da concentração sérica estável em 2 a 3 dias de tratamento. Quando o tratamento com o gel de testosterona é interrompido após atingir um nível estável, a testosterona sorológica mantém-se nos níveis normais durante 24 a 48h, mas retorna a níveis pré-tratamento após 50 dias, contados a partir da última aplicação. A dose inicial recomendada de gel de testosterona é de 1% a 10% no homem, e 0,5% a 1% na mulher, aplicado uma vez por dia na pele limpa e seca dos ombros, braços e/ou abdome (áreas sem pêlos), não devendo ser aplicada nos genitais.
    3) Injetável: As fórmulas injetáveis são feitas de base oleosa, permitindo assim liberação lenta de testosterona, e a base de éster, que permite rápida liberação de testosterona livre na circulação. O cipionato de testosterona deve ser administrado a cada 10 a 21 dias para manter níveis adequados. Níveis suprafisiológicos são alcançados, aproximadamente, 72h após a administração dessas fórmulas. A queda de testosterona continua por 14 a 21 dias, alcançando o nível basal, aproximadamente, no dia 21. A apresentação na forma de undecilato de testosterona (Nebido) dura de 10 a 14 semanas no organismo, portanto a aplicação é de 3 em 3 meses.
    4) Adesivo Transdérmico: A terapia com adesivo transdérmico (ainda não está disponível no Brasil) é a mais cara. Requer aplicação diária e aumenta desproporcionalmente os níveis sanguíneos de di-hidrotestosterona. Os adesivos transdérmicos não devem ser aplicados na pele escrotal, pois estes podem ser potencialmente irritantes. Além disso, se aplicados no escroto, haverá formação de altos níveis de di-hidrotestosterona, como resultado da alta concentração de 5-alfa-redutase na pele escrotal.

    CONTRAINDICAÇÕES PARA REPOSIÇÃO

    É importante salientar quem algumas patologias ou condições são contraindicações ABSOLUTAS para o uso de esteróides anabolizantes (testosterona e suas variáveis):
    1) Câncer de mama e câncer de próstata
    2) Hiperplasia prostática benigna
    3) Nódulos prostáticos
    4) Aumento inexplicável do PSA
    5) Policitemia (aumento do glóbulo vermelhos, levando a um hematócrito a acima 50%)
    6) Apnéia obstrutiva do sono
    7) Insuficiência hepática
    8)  Insuficiência cardíaca congestiva classe III e IV

    EFEITOS ADVERSOS

    Também é importante frisar que a terapia pode levar a alguns efeitos adversos, muitas vezes que não são dose-dependentes. O bom médico irá te detalhar todos esses possíveis adversos:
    1) Aumento do hematócrito;
    2) Acne e aumento da oleosidade da pele;
    3)  Aceleração do desenvolvimento de metástases do câncer de próstata e mama;
    4) Crescimento de tumores Prostáticos;
    5) Redução da produção de esperma e fertilidade (supressão de produção de espermatozóides);
    6) Ginecomastia;
    7) Piora da alopecia androgenética;
    8) Piora dos sintomas urinários decorrente da Hiperplasia prostática benigna;
    9) Câncer de mama;
    10)  Aumento do clitóris;
    11) Alteração no timbre da voz;
    12) Pêlos em áreas indesejadas (crescimento de barba, bigode em mulheres);
    13) Toxicidade hepática.

    EFEITOS ADVERSOS LIGADOS À VIA DE ADMINISTRAÇÃO 

    Há também os efeitos adversos ligados a formulação específica utilizada
    1) Via oral: alterações nas enzimas hepáticas (fígado) e diminuição do HDL colesterol
    2) Chips: infecção no local da aplicação do implante, expulsão do implante.
    3) Intramuscular: oscilação do humor e da libido, dor no local da aplicação, policitemia principalmente em idosos.
    4) Adesivos transdérmicos: reações no local do adesivo.
    5) Gel transdérmico (o que alguns chamam e bioidêntico): risco de passar hormônio para a parceira ou parceiro.
    6) Tabletes bucais: alterações no paladar, gengivite.
    AUMENTO DE RISCO CARDIOVASCULAR (INFARTO, AVC)
    A reposição de testosterona e o aumento do risco cardiovascular ainda é uma controvérsia. Há vários estudos sérios mostrando aumento do risco cardiovascular. Mas a própria deficiência de testosterona está ligada a um maior número de eventos cardiovasculares.
    Um dos primeiros estudos foi o estudo TOM (Testosterone in Older Men with Mobility Limitations) foi publicado em 2010 na renomada revista New England Journal of Medicine e avaliou a reposição de testosterona tópica em 209 idosos, com baixos níveis de testosterona sérica e com redução de mobilidade. O ensaio teve que ser interrompido precocemente, pois foi observado aumento das taxas de eventos adversos cardiovasculares, respiratórios e dermatológicos no grupo que recebeu tratamento, em comparação ao grupo placebo. Problema do estudo? O número de pacientes foi pequeno.
    Em 2013 o JAMA (The American Journal of Medica Association) publicou os resultados de um estudo de coorte, nacional, retrospectivo, com homens com baixos níveis de testosterona. Neste estudo, Vigen e cols demonstraram via análise retrospectiva que os usuários de testosterona tiveram um maior risco de desfecho composto: morte, Infarto agudo do miocárdio (IAM) e Acidente Vascular encefálico (AVC).
    Os resultados mostraram que dos 8.709 homens com um nível de testosterona total inferior a 300 ng/dL, sendo que desse total, 1.223 pacientes fizeram a reposição de testosterona por um período médio de 531 dias após a angiografia coronária.
    Houveram nesses 1.223 pacientes: 67 mortes, 23 infartos, 33 AVCs. Dos 7.486 pacientes que não receberam a terapia de testosterona: 681 morreram,  420 tiveram infarto, 486 AVCs.
    Crítica ao trabalho: refere-se ao tipo de estudo utilizado: retrospectivo. Para os endocrinologistas e cardiologistas, o que está faltando na literatura são dados de ensaios clínicos randomizados com um número suficiente de homens para uma quantidade adequada de tempo para avaliar os benefícios de longo prazo e os riscos da reposição de testosterona.
    Recentemente um estudo publicado na revista “Annals of Pharmacotherapy mostrou o contrário. Os pesquisadores da Universidade do Texas em Galveston conduziram um estudo de 8 anos envolvendo 25.420 homens com mais de 66 anos de idade que foram tratados com testosterona. Durante o período do estudo, seu desenvolvimento médico foi comparado ao do grupo controle, que envolvia participantes da mesma idade, etnia e com os mesmos dados de saúde. Os resultados mostraram que a testosterona não estava relacionada a um risco elevado de IAM. Muito pelo contrário: homens que tinham maior probabilidade de problemas cardiovasculares devido a outros fatores tiveram uma menor taxa de problemas cardíacos.
    Devemos aguardar novos estudos
    FITOTERÁPICOS

    Por fim, deixo aqui uma opção utilizada por alguns médicos, que é a utilização de alguns fitoterápicos que podem mimetizar a ação da testosterona. É importante ressaltar que ainda temos poucos estudos com eles e as respostas são variáveis. Há pacientes que apresentam melhoras e outros não. Porém é uma forma menos arriscada de mimetizar a testosterona, principalmente em pacientes sem déficit laboratorial comprovado e que deseja ter melhor rendimento no treino.

    1) TRIBULUS TERRESTRIS

    Mais conhecida no Oriente, tem grande tradição na Índia e Norte da África para melhora dos problemas relacionados à reprodução e à libido.
    Constituintes: Saponinas: protodioscina, protogracilina
    Ações postuladas e baseadas em alguns estudos:
    Aumento da produção de DHEA, testosterona e estrogênio
    Melhora da libido e da ereção
    Melhora da resistência física e da massa muscular
    Melhora da espermatogênese e regulação da ovulação
    Melhora dos sintomas da menopausa
    Melhora da perfusão coronariana
    Apresentações: Extrato padronizado a 40% de saponinas
    Efeitos colaterais:
    1)Tem sido utilizado por longos períodos
    2) Nas doses usuais, não demonstrou efeitos importantes
    3) Lesão hepática em pacientes sensíveis ou muito altas
    4) Célculo renal (ratos)
    Interações medicamentosas: Não há relato científico

    2) GINSENG (PANAX GINSENG)

    Natural da Ásia (Japão, Coréia, China). Suas raízes lembram a forma humana, o que levou os antigos a pensar que esta planta curaria todas as doenças. Os chineses o vê como o rei das plantas, a qual trás longevidade, força e alegria.
    Constituintes: Saponinas triterpênicas; Agliconas:ginsenosídeos, malonilginsenosídeos; Polissacarídeos: panaxane A e U; Polienos: falcarinol, falcarintriol.
    Ações postuladas mas que vários estudos falham ao tentar comprovar:
    Melhora da função cognitiva e atividade cerebral (componentes não ginsenosídicos): afinidade por receptores nicotínicos em neurônios centrais, inibe secreção de catecolaminas dependentes de acetilcolina (stress, D. de Alzheimer, depressão)
    Antitumoral: inibe proliferação de neoplasia pulmonar resistente a cisplatina, induz apoptose em gliomas (produção de radicais livres), inibe hepatoma ( inibe proteína p53, levando a apoptose)
    Antioxidante: proteção de membranas e  DNA (células hepáticas e cardíacas)
    Antiagregante  plaquetário: efeito do panaxinol
    Antiviral: induz produção de interferon, aumenta atividade das células N-killer e produção e ativividade de anticorpos (resfriados, gripe)
    Diminui toxicidade do álcool: diminui absorção estomacal, aumenta atividade da desidrogenase, aumenta excreção
    Melhora da função respiratória: em pacientes com doença respiratória crônica
    Diminui colesterol: ativam lípase, reduzindo colesterol e triglicerídeos (saponinas)
    Melhora da fertilidade: aumenta a resistência dos gametas, aumento do número, motilidade de espermatozóides e quantidade de esperma
    Melhora da função erétil: fator de relaxamento endotelial, melhora da resposta neuromuscular
    Melhora dos sintomas da menopausa: diminui fadiga, mau humor, depressão
    Melhora atividade cardíca: melhora atividade inotrópica, diminui freqüência cardíaca, antiarrítimico (ginsenosídeos), diminui permeabilidade capilar
    Hipoglicemiante: diminui glicose em diabetes tipo 2 por aumento da secreção de insulina e aumento dos receptores celulares de insulina, aumento do metabolismo da glicose ( saponinas)
    Apresentação:  Extrato seco padronizado com 3,0% de ginsenosídeos
    Efeitos colaterais: Relataram-se casos raros de reações gastrintestinais leves e transitórias (como náusea, dor de estômago e diarréia matinal) e insônia, possivelmente relacionados ao ginseng. Além disso, relataram-se raros casos de reações alérgicas.
    Interações medicamentosas: Vacina contra influenza: efeito sinérgico. Anticoagulantes (ticlopidina, warfarin): potencializa a ação. Hipoglicemiantes: potencializa a ação. Inibidores da MAO: potencializa a ação, risco de crise hipertensiva. Diuréticos de alça: diminui a ação (presença de germânio em grandes quantidades)

    3) MACA (LEPIDIUM MEYENII)

    Encontrada em grandes altitudes nos monte andinos. Já era conhecida e cultivada pelos incas há mais de 2000 anos. Conhecida e apreciada por suas propriedades adaptógenas e nutritivas.
    Constituintes: Alcalóides; Aminoácidos; Carboidratos; Esteróides: sitosterol, stigmasterol; Taninos, Vitaminas.
    Ações postuladas, mas que alguns estudos falharam ao tentar provar:
    Antifadiga: aumenta a resistência física
    Disfunção erétil: melhora o tempo e a qualidade da ereção
    Infertilidade: melhora a produção de espermatozóides, regulariza fluxo menstrual
    Imunoestimulante: melhora a resposta celular
    Apresentações: Extrato padronizado a 0,6% de betasitosterol
    Efeitos colaterais: Não há registros mas em doses altas pode apresentar irritação gástrica
    Interações medicamentosas: Não há registro
    OUTROS MÉTODOS QUE MODULAM A TESTOSTERONA, ESTROGÊNIOS, PSA.
    Outros métodos “alternativos” para “modular” os níveis de testosterona, mas sem evidências científicas robustas estão listados na tabela abaixo
    Ação
    Ativo
    Observação
    Referência
    Potencializadores da testosterona
    Pinus pinaster (pycnogenol)
    A administração de pycnogenol induziu o aumento dos níveis sanguíneos de testosterona.
    Stanislavov R, Nikolova V, Rohdewald P.Improvement of erectile function with Prelox: a randomized, double-blind, placebo-controlled, crossover trial. Int J Impot Res. 2008 Mar-Apr;20(2):173-80. Epub 2007 Aug 16.
    Inibidores da 5-alfa-redutase
    Saw palmetto
    (Serenoa repens, Sabal serrulata)
    O extrato de Serenoa repens tem demonstrado inibir a enzima 5-alfa-redutase.
    Angwafor F 3rd, Anderson ML. An open label, dose response study to determine the effect of a dietary supplement on dihydrotestosterone, testosterone and estradiol levels in healthy males. J Int Soc Sports Nutr. 2008 Aug 12;5:12.
    Inibidores da aromatase (enzima que converte testosterona em estrona no tecido adiposo)
    Crisina
    A crisina (5,7-di-hidroxiflavona) é um flavonóide conhecido como um dos mais potentes inibidores da aromatase.
    Ta N, Walle T. Aromatase inhibition by bioavailable methylated flavones. J Steroid Biochem Mol Biol. 2007 Oct;107(1-2):127-9. Epub 2007 Jun 6.
    Zinco
    A suplementação de zinco aumenta os níveis de testosterona total.
    Dissanayake D, Wijesinghe PS, Ratnasooriya WD, Wimalasena S. Effects of zinc supplementation on sexual behavior of male rats. J Hum Reprod Sci. 2009 Jul;2(2):57-61.
    Estimulante da produção de pregnenolona
    Boro
    A suplementação de boro eleva os níveis séricos de testosterona. O boro apresenta a propriedade de estimular a produção de pregnenolona, bem como a de DHEA (de-hidroepiandrosterona) por hidroxilação da pregnenolona em 17 alfa-hidroxi-pregnenolona.
    Reduz excreção de cálcio reduzindo a perda óssea.
    Demark-Wahnefried W, Robertson CN, Walther PJ, Polascik TJ, Paulson DF, Vollmer RT. Pilot study to explore effects of low-fat, flaxseed-supplemented diet on proliferation of benign prostatic epithelium and prostate-specific antigen. Urology. 2004 May;63(5):900-4.
    Inibidor da produção de
    16-alfa-hidroxi-estrona
    Indol-3-Carbinol
    O indol-3-carbinol modifica o metabolismo do estradiol de forma a não formar a 16-alfa-hidroxi-estrona. Apresenta propriedades antioxidantes e antiproliferativas.
    Urologiia. 2009 Sep-Oct;(5):29-33. [Effects of indol-3-carbinol and epigallocatexin-3-gallate on alteration and reparation in affected urethra of experimental animals]
    Antiproliferativos
    Linhaça
    A suplementação com sementes de linhaça reduz os níveis de PSA e a proliferação do epitélio da próstata.
    Demark-Wahnefried W, Robertson CN, Walther PJ, Polascik TJ, Paulson DF, Vollmer RT. Pilot study to explore effects of low-fat, flaxseed-supplemented diet on proliferation of benign prostatic epithelium and prostate-specific antigen. Urology. 2004 May;63(5):900-4.
    Vitamina B6
    A vitamina B6 (hidrocloreto de piridoxina) diminui a atividade da enzima 5-alfa-redutase.
    Kniewald Z, Zechner V, Kniewald J. Androgen hydroxysteroid dehydrogenases under the influence of pyridoxine derivatives. Endocr Regul. 1992 Mar;26(1):47-51.
    Licopeno
    A suplementação de licopeno diminui os níveis de PSA em homens.
    Schwarz S, Obermüller-Jevic UC, Hellmis E, Koch W, Jacobi G, Biesalski HK. Lycopene inhibits disease progression in patients with benign prostate hyperplasia. J Nutr. 2008 Jan;138(1):49-53
    Vitamina E
    Altas concentrações séricas de alfa-tocoferol foram associadas a um menor risco de desenvolver câncer de próstata.
    Weinstein SJ, Wright ME, Lawson KA, Snyder K, Männistö S, Taylor PR, Virtamo J, Albanes D. Serum and dietary vitamin E in relation to prostate cancer risk. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2007 Jun;16(6):1253-9.
    Ácido elágico
    Punica granatum (romã)
    O romã é rico em ácido elágico, uma substância que reduz os níveis de PSA e a proliferação do epitélio da próstata.
    Pantuck AJ, Leppert JT, Zomorodian N, Aronson W, Hong J, Barnard RJ, Seeram N, Liker H, Wang H, Elashoff R, Heber D, Aviram M, Ignarro L, Belldegrun A. Phase II study of pomegranate juice for men with rising prostate-specific antigen following surgery or radiation for prostate cancer. Clin Cancer Res. 2006 Jul 1;12(13):4018-26.
    Vitamina D3
    A forma hormonal da vitamina D, 1,25(OH)(2)D, exerce efeitos antiproliferativos e anti-invasivos nas células prostáticas.
    Schwartz GG. Vitamin D and intervention trials in prostate cancer: from theory to therapy. Ann Epidemiol. 2009 Feb;19(2):96-102. Epub 2008 Jul 10.

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    VIGEN, T; et al. Association of Testosterone Therapy With Mortality, Myocardial Infarction, and Stroke in Men With Low Testosterone Levels. JAMA. 2013, vol.310, n.17, p.1829-1836. 

    Autores:
    • Dr. Frederico Lobo (CRM-GO 13192) - Médico, clínico - Atende em Goiânia - GO: IMEG - Rua 10, nº 707, Oeste - Fone (62) 4018-1155. 
    • Dra. Tatiana Abrão (CRM-SP 95121) - Médica, nutróloga e endocrinologista - Atende em Sorocaba - SP: Rua Antônio carlos comitre, Edifício Dalles, nº510, Sala 104, Bairro Campolim. Fone (15) 32113202
    • Dra. Camila Bandeira (CRM-SP  ) - Médica endocrinologista e pós-graduada em Nutrologia pela Asssociação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) - Atende em São Paulo - SP: 
    • Dra. Patricia Salles (CRM-SP ) - Médica endocrinologista e pós-graduada em Nutrologia pela Asssociação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) - Atende em São Paulo - SP: 
    • Dr. Pedro Paulo Prudente (CRM-GO 21339 RQE 12785 / CRM-DF 21,339 RQE 12785) - Médico especialista em medicina do exercício e do esporte, pós-graduado em fisiologia do exercício (UNIFESP). Atende em Brasília - DF - Hospital Anchieta 
    • Dra. Daniela Fernanda Costa (CRM-MG 52334) - Médica pós-graduada em Nutrologia pela Asssociação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) - Atende em Uberlândia - MG: Clínica Cais. R. Bernanrdo Cupertino, 365, Martins. Fone (34) 3257-7700.